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Hoje, a Liturgia própria da Congregação da Paixão celebra o Rosto desfigurado de Jesus - a sua Sagrada Face. Façamos nossa memória Passionis com a ajuda da 2ª Leitura do Ofício das Leituras de Santo Ambrósio:

   Quando nos encontramos em alguma aflição, pensamos que Deus nos esconde o seu rosto, porque o nosso espírito está como que envolto nas trevas que nos impedem de ver o esplendor da verdade. Mas se Deus atende o nosso espírito e Se digna visitar a nossa alma, então sentimo-nos seguros de que nada poderá lançar-nos na escuridão. Também o rosto do homem é como uma luz para quem o vê. Ao olharmos para ele ficamos a conhecer quem não conhecíamos ou reconhecemos alguém que já conhecíamos, porque a vista do seu rosto o identifica. Ora se o rosto do homem é como uma luz, quanto mais o não será o rosto de Deus para quem O contempla?...

   Nisto, como noutras coisas, o Apóstolo, verdadeiro intérprete de Cristo, dá-nos um ensinamento magnífico, infundindo em nossas almas uma nova perspectiva, quando diz estas palavras: Deus que disse: «das trevas brilhará a luz», fez brilhar a luz em nossos corações, para que se conheça em todo o seu esplendor a glória de Deus, que se reflecte no rosto de Jesus Cristo. Ouvimos, portanto, como brilha em nós a luz de Cristo. Ele é o esplendor eterno das almas, enviado pelo Pai à terra para nos iluminar com a luz do seu rosto, a fim de podermos contemplar as coisas eternas e celestes, nós que estávamos anteriormente dominados pelas trevas do mundo.

   Mas que digo eu de Cristo, se até o apóstolo Pedro disse àquele coxo de nascença: Olha para nós? Ele olhou para Pedro e foi iluminado pela graça da fé; de facto, não receberia o dom da saúde, se não acreditasse com toda a fé.

   Se era assim tão grande a glória dos Apóstolos, compreendemos por que motivo Zaqueu, ao ouvir dizer que Jesus ia a passar, subiu para uma árvore, porque era de pequena estatura e não podia vê-l’O no meio da multidão. Zaqueu viu a Cristo e encontrou a Luz; viu’O e, se antes se apoderava do alheio, então começou a dar do que era seu.

   Porque nos escondeis o vosso rosto? Ou melhor: ainda que escondais de nós, Senhor, o vosso rosto, temos gravada em nós, Senhor, a luz do vosso rosto. Temos essa luz em nossos corações e ela resplandece no íntimo da nossa alma; porque ninguém pode subsistir, Senhor, se escondeis o vosso rosto.

Tornados participantes do seu poder divino, que fez surgir legiões de mártires, eles irão ao encontro das lutas cotidianas, dos sacrifícios, até mesmo do martírio, se preciso, em defesa da virtude e do reino de Deus, sentindo em si mesmos aquele ardor de caridade que fazia S. João Crisóstomo exclamar: "Saímos daquela mesa quais leões expirando chamas, tornados terríveis ao demônio, pensando em quem é o nosso Chefe e quanto amor teve por nós...

Esse Sangue, se dignamente recebido, afasta os demônios, chama para junto de nós os anjos e o próprio Senhor dos anjos... Esse Sangue derramado purifica o mundo todo... Este é o preço do universo, com ele Cristo redime a Igreja... Tal pensamento deve refrear as nossas paixões. Até quando, com efeito, ficaremos apegados ao mundo presente? Até quando ficaremos inertes? Até quando descuraremos pensar na nossa salvação? Reflitamos sobre os bens que o Senhor se dignou de nos conceder, sejamos-lhe gratos por eles, glorifiquemo-lo não só com a fé, mas também com as obras".[10]

         Oh! se os cristãos refletissem mais freqüentemente no paternal aviso do primeiro papa: "Portai-vos com temor durante o tempo do vosso exílio. Pois sabeis que não foi com coisas perecíveis, isto é, com prata ou ouro que fostes resgatados..., mas pelo

L Cor 6,20). Quanto mais dignos, mais edificantes seriam os seus costumes, quanto mais salutar para a humanidade inteira seria a presença, no mundo, da Igreja de Cristo! E, se todos os homens secundassem os convites da graça de Deus, que os quer todos salvos (cf. 

1 Tm2,4), porque ele quis que todos fossem remidos pelo Sangue de seu Unigênito, e chama todos a serem membros de um só corpo místico, do qual Cristo é a Cabeça, então quanto mais fraternas se tornariam as relações entre os indivíduos, os povos, as nações, e quanto mais pacífica, quanto mais digna de Deus e da natureza humana, criada a imagem e semelhança do Altíssimo (cf. 

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