Capela São Francisco Xavier

Igreja Capela do Calvário

Cheio 40%

Em formação


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Povoado da Resina, Araci - BA, 48760-000, Brasil
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Localização

Descrição


Teresinha cresceu como todas as crianças, mas o que encantava a to­dos era sua vida simples e o esforço que fazia para melhorar. Seus familiares sempre participavam juntos da Santa Missa e liam a Bíblia.

Seus pais: Luiz José e Zélia tiveram oito filhos. Quatro dos quais morreram ainda pequeninos. Todos se encantavam pela sua franqueza e pelos esforços que fazia para melhorar a si mesma. Certo dia brigou com sua irmãzinha e, triste pelo acontecido, procurou sua mãe:

Quando fez 11 anos, com muito preparo e amor, recebeu pela primeira vez a Jesus na Eucaristia. Foi no dia 8 de maio de 1884. Isso foi um motivo a mais para que fosse boa para todos. Disputava com sua irmã quem faria mais gestos de amor durante o dia. Sempre que via alguma criança com fome ou com frio oferecia-lhe algo e falava-lhe do amor de Jesus.

Essa é nossa Teresinha que aos 9 anos de idade desejou ser religiosa Carmelita e com uma permissão especial do Papa Leão XIII, realizou o seu desejo aos 15 anos de idade. Entrou, ainda muito jovem - 16 anos - no mosteiro das Carmelitas de Lisieux e prati­cou de modo exemplar a caridade, a simplicidade evangélica e a confian­ça em Deus. "Passarei meu céu fazendo o bem na terra", era seu desejo. Certa vez soube que um homem havia sido condenado à morte por ser criminoso. Este homem estava revoltado contra Deus e contra todos. Teresinha começou a rezar e fazer sacrifícios para que antes de morrer voltasse seu coração para Deus... E foi com grande alegria que ficou sa­bendo que no momento antes de morrer aquele homem pediu o crucifi­xo e com profunda reverência e respeito o beijou. Era um sinal do céu! Tinha se convertido! Estava salvo.

E assim foi durante toda a sua vida, quando adoeceu com tuberculo­se oferecendo suas dores e cansaços pêlos missionários. Faleceu no dia 30 de Setembro de 1897. Foi uma religiosa carmelita, missionária da ora­ção, do sofrimento e do amor. Teresinha transformou a vida fechada no convento em luz, a dor em amor, o pequeno em grande, a terra em céu, o tempo em eternidade, a vida contemplativa de convento de clausura num horizonte missionário, em Igreja Universal.

A história de São Francisco Xavier inicia no castelo de Xavier, em Navarra - Espanha. Dom João e Maria Xavier são os pais de Francisco. Ele Nasceu em 1506, no dia 07 de abril. No enorme castelo da família Xavier existia um lugar que era especial para Francisco. Era a capela, onde ele ia, ajoelhava-se e olhava o grande crucifixo. Contemplava a gran­deza do amor daquele Homem da Cruz.

Francisco cresceu muito estudioso e para melhor se preparar, em sua juventude foi para Paris. Ali, quando já professor, encontrou-se com Inácio de Loyola. Juntos e com mais cinco colegas fundaram o grupo chamado “A Companhia de Jesus”.

Francisco foi evangelizar o Japão e a índia. Trabalhou com ânimo incansável. Percorreu distâncias enormes, falou com amor de Deus e de seu Reino... Em sua Missão Pe. Francisco não queria que ne­nhuma pessoa ficasse sem conhecer o amor de Deus e para isso pediu ajuda às crianças. Assim ele escreve: "

A cada dia cresciam as pessoas que tinham dese­jo de Deus e eu tinha todo o interesse em satisfazer toda aquela pobre gente. Com receio que uma recusa enfra­quecesse a sua confiança nos socorros da religião, tomei o partido de enviar as crianças para os diferentes bairros, para onde era chamado".

As crianças partiam para todos os cantos, incumbidas por Francisco Xavier de levar uma oração impressa, de tocar o doente com o rosário, ou de aspergir água benta sobre os doentes. Eles voltaram felizes batendo palmas porque haviam sido pequenos apóstolos de Jesus.

O Papa Pio XI proclamou São Francisco Xavier, juntamente com Santa Teresinha do Menino Jesus, padroeiro universal das missões. Ambos se diferenciam em não poucos aspectos. São de séculos diferentes: Xavier do século 16, Teresinha do século 20. Xavier morreu com 46 anos de idade e Teresinha com apenas 24. Xavier palmilhou distâncias, que per­fariam várias voltas ao redor do Globo terrestre, Teresinha não saiu detrás das grades do Carmelo do Lisieux.

Xavier pregava a palavra de Deus, Teresinha a meditava com eficácia dentro do Corpo Místico de Cristo. Mas ambos tiveram um instinto irresistível para a oração. Pois ela é uma atração constante de Deus, que nos impulsiona para a ação redentora.

Ação sem oração é machadada no ar. Oração que não transborda para a ação apostólica é palavreado vazio. Se Francisco Xavier, o "gigante" do oriente, e Teresinha, a "criança" de Lisieux, são igualmente padroeiros universais das missões, isso demonstra que os dois foram grandes missionários.

A união com Cristo é básica. Todos os cristãos podem ser missionários, tanto os paralíticos, quanto os evangelizadores que voam com aviões supersônicos. Importante é tudo fazer para viver e seguir o Cristo, comprometendo-se com sua missão. Até as palavras são dispensadas.

A iconografia de São Francisco Xavier apresenta algumas variedades iconográficas que envolve sua fisionomia, modo de vestir, assim como atributos relacionados às suas atividades missionárias.  Tudo isso, actrscido de inculturaçao. Cada cultura(nação)  buscou representá-lo com traços característicos de seus povos. Com isso, uma simples gravura do santo, mesmo tentando retrata-lo de modo fidedigno, apresenta fisionomia diversas.

O castelo de Xavier na Espanha é a principal representação do santo quando referir-se tanto a sua família como à sua pátria a Espanha. O castelo remete ao local de origem, de nascimento e ao convívio familiar. Ao mesmo tempo é simbolo de sua nacionalidade, pois o castelo ainda está imponente e preservado suas características, tais como, na época em Xavier aí estava.

 Não há representações significativas ou obras de arte que retratam Xavier como o estudante, o esportista ou o jovem professor. De fato, os aspectos iconográficos só são relevantes a partir da conversão de Xavier. Em Paris, há uma representação da vida mundana de Xavier, como esta ao lado, frequentando festas no Bairro Latino.

Esta é a principal iconografia de Xavier com Inácio de Loyola por retratar a conversão de Francisco Xavier pelo seu colega de quarto na Universidade de Paris na França. Também, pode-se incluir na sua iconografia a célebre frase "De que serve ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma"

Depois desses dois momentos importantes, a iconografia tende a retratar o momento crucial para a vida do jovem padre Francisco Xavier. Na verdade, são dois momentos distintos. O primeiro descreve Inácio convocando Xavier para substituir Bobadilha nas missões nas Índias portuguesas.

Talvez devido ao fato de S. Francisco Xavier se ter tornado o Apóstolo do Oriente, pudemos dizer, quase que por acaso (ele foi enviado para o Oriente em substituição de Nicolau de Bobadilla impedido de partir por doença), a hagiografia xaveriana vai realçar o carácter de predestinação da sua missão do Oriente através de episódios que teriam ocorrido ainda Xavier vivia na Europa.

1537. A iconografia xaveriana destaca assim a sua atividade como missionário, isto é, os seus batismos e a sua atividade de pregador. Francisco Xavier veste, por norma, a sotaina, e ainda a estola e a sobrepeliz que são as duas vestimentas adequadas à sua atividade de batizar e predicar. Ergue ainda o crucifixo, um outro símbolo do predicador. As cartas do próprio Francisco Xavier estão na origem da fama que obteve na atividade de batizar. Em 1544 escreveu: “é tanta a multidão dos que se convertem à fé de Cristo nestas terras onde ando, que muitas vezes me acontece ter os braços cansados de batizar…”. Sendo esta afirmação repetida à exaustão pelos seus hagiógrafos a partir de Manuel Teixeira.

Uma outra afirmação de Xavier em 1546, segundo a qual três reis ter-se-iam convertido em Macassar ou Celebes nas Filipinas foi transmitida à iconografia, incluindo ao ciclo em prata do seu túmulo, através da gravura do ciclo de Regnartius. De acordo com o protótipo mais comum, os reis ajoelhados têm os seus cetros e as coroas pousados junto a eles. Ao fundo, as várias figuras de pé ilustram o sub-título da gravura de Regnartius que diz «Reges tre et multa centena hominum millia baptista».

Um dos mais caracteristicos, conforme retratado abaixo, é a figura de São Francisco Xavier com uma campainha na mão. Mas o que isto significa? Bem, esssa imagem retrata o meio utilizado por Xavier para CHAMAR a população, especialmente das cidades maiores onde passou. Ele percorria as ruas, com uma campainha na mão que ao tocá-la servia de sinal convidativo para a população se reunir no local onde daria a sua catequese.

"Fiéis cristãos, dizia ele com a- mais penetrante expressão, fiéis cristãos, mandai vossos filhos e vossos escravos, a fim de que eles aprendam a santa doutrina de Jesus Cristo! -Eu o suplico, mandai-os pelo amor de Deus".

As crianças corriam a cercar o Santo Padre, logo que ouvissem a campainha; beijavam-lhe as mãos, testemunhavam-lhe as mais ternas e afetuosas carícias, e o seguiam à medida que ele ia passando por suas casas, de modo que os primeiros que a ele se juntavam acompanhavam-no a dar a volta à cidade, e assim chegava à igreja escoltada por alguns centos de crianças.

Era belo, era comovedor ver-se aquele jovem Padre assim cercado daquelas inocentes crianças que lhe tributavam tão grande amor como natural veneração. Todas elas recebiam a instrução com igual vontade e a repetiam a seus pais. Iam até fazer-lhes observar quanto o seu procedimento estava em oposição com os preceitos da religião, o que ocasionava sérias reflexões aos pais". - CARTA 12/01/1544.

RECOMENDA O MESMO MÉTODO A OUTROS  MISSIONÁRIOS: "Nos domingos e dias santificados pregareis, pelas duas horas depois do meio-dia, na igreja da Misericórdia, ou numa das principais igrejas da cidade, 

Depois de haver enviar Raimundo Pereira a percorrer as ruas com uma campainha, convidando o povo a vir ao sermão; isto quando não julgardes preferível irdes vós mesmo fazer aquele convite. Levareis para a igreja a explicarão do símbolo dor apóstolos e o regulamento de vida que eu redigi". 

Em 1547, depois de receber pela primeira vez notícias concretas do Japão partiu para lá. Nos ventos gelados daquele país Francisco e seus companheiros viajavam a pé e se vestiam tão miseravelmente que as crianças japonesas os acolhiam a pedradas e os ridicularizavam. Ao descrever suas peregrinações apostólicas no coração do inverno, Xavier fala da dor que sentia pelo inchaço dos pés. Pensando que uma visita ao senhor de algumas províncias lhe valeria a permissão de pregar em público, pediu que lhe concedessem essa audiência, mas a entrada no palácio lhe foi negada porque não tinha presentes adequados para oferecer. Ele compreendeu que as autoridades japonesas só davam valor a quem se apresentasse vestido elegantemente.